É uma relação de amor/ódio. De constante apego com um imensa vontade de desapego.
Por um lado é uma forma de me ligar ao mundo e aos meus. De manter mais perto os que estão longe. Mas facilmente esta relação com o telemóvel descamba para minutos sem fim numa qualquer rede social. Tenho noção disso. E sou das que constantemente tenta combater este flagelo. Fazer por não pegar. Por afastar de mim quando estou em casa.
Gosto muito de falar diariamente com quem está mais longe. De lhes saber os passos. De lhes sentir o quotidiano. Mas de resto, vou reparando que, sinceramente, não quero saber muito... Sem maldade! Apenas porque pouco me acrescenta e só me vai roubando tempo. De brincadeira. De descanso. De não fazer simplesmente nada. Ainda há quem não faça simplesmente nada? Quem se sente num café sozinho e fique só a observar? Ou quem espere, simplesmente esperando?...
Pois! Lá está!
E depois os dias passam a correr e não prestamos atenção a conversas e momentos, por isto! Porque estamos interessados em saber como é que o João, que estudou connosco na escola primária e que não vemos desde então, passa os dias?... Sério?.. Eu acho que não!
Por isso combato isto todos os dias. Comigo. E com os meus! (e caramba, se há discórdia taaaaaaaantas vezes...)
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